Sete sapatos sujos
Entre os meus sites de visita frequente está o do Expresso África, que me dá uma panorâmica informativa dos países de língua portuguesa. Lá procuro, com mais curiosidade, notícias de Cabo Verde e de Moçambique. A partir deste site comecei a aceder aos links de jornais digitais nacionais. Um deles é o Zambeze onde ontem encontrei, na página “Documentos”, um texto de Mia Couto. Trata-se de uma oração de sapiência proferida na abertura do ano lectivo do ISCTE e chama-se “Os sete sapatos sujos”. Aborda a questão da pobreza pelo lado interior, com África como referência. Li o texto com sofreguidão. Está bem escrito ou não fosse Mia Couto um grande escritor. É de uma simplicidade comovente, não se enredando nas malhas da erudição. É a voz do bom senso que todos partilhamos.
Alinhei os sete sapatos sujos. Servem-me (servem-nos) perfeitamente. Em minha casa, na minha aldeia, no meu país. Eles aí ficam para vos desafiar à leitura completa do texto de Mia Couto:
Primeiro sapato: a ideia de que os culpados são sempre os outros e nós somos sempre vítimas.
Segundo sapato: a ideia de que o sucesso não nasce do trabalho.
Terceiro sapato: o preconceito de que quem critica é um inimigo.
Quarto sapato: a ideia de que mudar as palavras muda a realidade.
Quinto sapato: a vergonha de ser pobre e o culto das aparências.
Sexto sapato: a passividade perante a injustiça.
Sétimo sapato: a ideia de que para sermos modernos temos que imitar os outros.
Sete sapatos sujos. Que servem para Mia Couto dizer que “na realidade só existe um modo de nos valorizarmos: é pelo trabalho, pela obra que formos capazes de fazer”.
Como nós estamos precisados de limpar o nosso calçado!
Nota: Para ler o texto integral de Mia Couto, aceder a http://www.zambeze.co.mz/zambeze/artigo.asp?cod_artigo=165162
Entre os meus sites de visita frequente está o do Expresso África, que me dá uma panorâmica informativa dos países de língua portuguesa. Lá procuro, com mais curiosidade, notícias de Cabo Verde e de Moçambique. A partir deste site comecei a aceder aos links de jornais digitais nacionais. Um deles é o Zambeze onde ontem encontrei, na página “Documentos”, um texto de Mia Couto. Trata-se de uma oração de sapiência proferida na abertura do ano lectivo do ISCTE e chama-se “Os sete sapatos sujos”. Aborda a questão da pobreza pelo lado interior, com África como referência. Li o texto com sofreguidão. Está bem escrito ou não fosse Mia Couto um grande escritor. É de uma simplicidade comovente, não se enredando nas malhas da erudição. É a voz do bom senso que todos partilhamos.
Alinhei os sete sapatos sujos. Servem-me (servem-nos) perfeitamente. Em minha casa, na minha aldeia, no meu país. Eles aí ficam para vos desafiar à leitura completa do texto de Mia Couto:
Primeiro sapato: a ideia de que os culpados são sempre os outros e nós somos sempre vítimas.
Segundo sapato: a ideia de que o sucesso não nasce do trabalho.
Terceiro sapato: o preconceito de que quem critica é um inimigo.
Quarto sapato: a ideia de que mudar as palavras muda a realidade.
Quinto sapato: a vergonha de ser pobre e o culto das aparências.
Sexto sapato: a passividade perante a injustiça.
Sétimo sapato: a ideia de que para sermos modernos temos que imitar os outros.
Sete sapatos sujos. Que servem para Mia Couto dizer que “na realidade só existe um modo de nos valorizarmos: é pelo trabalho, pela obra que formos capazes de fazer”.
Como nós estamos precisados de limpar o nosso calçado!
Nota: Para ler o texto integral de Mia Couto, aceder a http://www.zambeze.co.mz/zambeze/artigo.asp?cod_artigo=165162

1 Comments:
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Anónimo, at 6:32 da tarde
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