Estivemos quase...
Estivemos quase na final do Mundial. O estigma do “quase” persegue-nos. Vamos, quase sempre, morrendo na praia…
1. Não me entusiasmou a equipe portuguesa. Sobretudo não me entusiasmou o “pragmatismo” que leva a não arriscar. Não me entusiasmou uma equipe que joga na defesa e no meio campo mas que não é capaz de delinear o ataque. Não me entusiasma uma equipe que não tem fome de golo.
2. Tive um secreto prazer em ver eliminada a Inglaterra. (Des)Amores antigos. Teria tido um prazer forte em ter eliminado a França. Terei gosto se conseguirmos vencer a Alemanha. Declaradamente, o meu anti-europeismo vem à superfície nestes momentos de febre do futebol. Futebol em que se projectam os sentimentos e as frustrações de cada um. O espelho da condição humana…
3. O seleccionador nacional foi sempre um homem polémico. Amado por uns, contestado por outros. À medida que as vitórias se acrescentavam, obteve quase a unanimidade. Hoje, no rescaldo da derrota, vêm ao de cima as contestações. Tímidas, ainda. Mas evidentes. A opinião pública é tão frágil!
Acabou a febre do Mundial. Finalmente vamos poder falar e discutir outras coisas. Já nos podemos voltar a preocupar com as questões nacionais, com as tensões internacionais, com a subida do custo do petróleo. Questões de somenos que vão passar a ocupar a galáxia da comunicação. E nas quais a nossa pequenez não nos vai possibilitar protagonismos.
Quantas bandeiras restarão nas janelas das casas portuguesas?

1 Comments:
Boas...
Aproveito para o cumprimentar sobre a sua página.
Entrei á procura de inf. sobre um campo de golfe na vossa zona, pois sou apreciador desse desporto, e acabei por sentir alem da raizes puras das nossas terras, tambem o prazer de um conteudo africano que tambem me diz muito, MIA COTO..
Mais uma vez os meus parabens, e continue......
Cumprimentos,
César Barata
barata.cesar@gmail.com
Ps: Já agora caso me possa dâr alguma inf. sobre este campo de golfe nas vossas terras, agradecia
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César Barata, at 11:12 da manhã
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